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Estado vai gastar R$ 600 mil em armas e munição para controlar presídios dominados por facções criminosas


Estado vai gastar R$ 600 mil em armas e munição para controlar presídios dominados por facções criminosas

A Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) anunciou que vai gastar cerca de R$ 600 mil para reforçar seu armamento anti-tumulto. Armas e munição de caráter não-letal serão comprados para o uso dos agentes penitenciários em situações como rebeliões e tentativas de fugas, como aconteceu na noite da última quinta-feira (17) no Complexo Penitenciário de Itaitinga, quando uma quadrilha tentou, mais uma vez, resgatar comparsas presos em uma das cinco unidades carcerárias instaladas naquela região.
O ataque dos criminosos foi violento e teve a pronta resposta dos agentes e também da Polícia Militar, resultando na morte de um homem e muitos tiros. A quadrilha fugiu e ninguém foi preso. O cerco mobilizou além dos agentes do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), da própria Sejus, patrulhas do Ronda do Quarteirão, do Policiamento Ostensivo Geral (POG) e do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque).
Um dos envolvidos na tentativa de resgate dos comparsas acabou sendo atingido a tiros e morreu no local do confronto, enquanto os parceiros tratavam de fugir do local. O policiamento foi reforçado na área de Itaitinga durante toda a madrugada de sexta-feira (19) e assim permanecerá por todo este fim de semana.
O corpo do homem morto durante o tiroteio foi periciado no local e, em seguida, encaminhado à Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde deu entrada sem identificação. 
Armamento
Segundo a Sejus, serão adquiridas 120 espingardas de calibre 12 (modelo escopetas), além de cinco mil munições não-letais, isto é, balas de borrachas a serem utilizadas para o controle de tentativas de fugas e em rebeliões nas cadeias cearenses. O valor total chega a R$ 627 mil.
Hoje, a massa carcerária no Ceará se aproxima de 28 mil presos, entre aqueles que cumprem pena (os condenados) e os que aguardam julgamento (presos provisórios), além dos que estão em tratamento no complexo hospitalar da própria Sejus, os recolhidos em albergues e colônias penais. O número de agentes penitenciários não chega a 3 mil homens. E facções criminosas mantêm o domínio nas cadeias do estado. Neste ano, mais de 60 presos foram mortos em unidades em presídios, penitenciárias e cadeias públicas cearenses.
Por FERNANDO RIBEIRO

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