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Harmonia entre facções de SP e RJ acabou, diz secretário de São Paulo

O secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, disse ao G1 que "o clima de harmonia que predominava" entre as facções criminosas de São Paulo e do Rio acabou. "Agora a guerra recomeçou. Então cabe a cada estado, a cada administrador, tomar as suas providências e resolver o seu problema dentro do seu estado."
No Rio de Janeiro, questionado sobre o fim da trégua entre as facções que atuam nos presídios, o secretário de Segurança, Roberto Sá, diz que situação é "preocupante".
Em São Paulo, o chefe da pasta que cuida dos presídios diz que não há motivo para preocupação em relação a segurança. "Não há nenhum indício, não há nenhuma informação que nos preocupe aqui em São Paulo", disse Gomes durante evento no Hospital Pérola Byington, na tarde de segunda-feira (17). "Nós fazemos todas as nossas movimentações de presos, para manter a ordem e a disciplina e evitar fuga, todas as semanas. Em São Paulo, pode ficar tranquilo, não há nenhum risco, nenhuma insegurança."
De acordo com o secretário, a SAP trabalha em parceria entre Polícia Civil, Ministério Público e judiciário e conta com seis núcleos de inteligência. Perguntado sobre o motivo do racha entre as facções criminosas, Gomes respondeu: "Têm algumas informações de inteligência que nós não podemos divulgar publicamente".
Nesta terça-feira (18), o governador Geraldo Alckmin disse que a rebelião no Hospital Penitenciário de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, na tarde de segunda-feira (veja no vídeo acima), não tem relação com a briga entre facções que agem dentro e fora dos presídios que provocou rebeliões em outros estados, como Roraima, e levou governos como o do Rio de Janeiro a movimentar presos para evitar novos confrontos.
"Não há certamente nenhuma relação com presídios do Norte e Nordeste (a rebelião). É uma questão pontual, local, que está ainda sendo investigado, mas tudo indica que presos tomaram conhecimento que cinco destes líderes seriam transferidos de lá (de Franco da Rocha) e causou a rebelião", disse Alckmin. Dos 55 presos que fugiram, 50 já foram recapturados.
Questionado se a transferência que será feita no presídio tem relação entre as brigas entre facções, Alckmin negou. "Nada, eles (os presos) estão extorquindo familiares de presos, então eles iriam ser transferidos. Aliás eles nem saíram da faixa da região, a maioria inclusive são pessoas com dificuldades, deficiência, enfim, são pessoas doentes", disse o governador.

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Harmonia entre facções de SP e RJ acabou, diz secretário de São Paulo BLOG DO CARLOS DEHON Rating: 5 terça-feira, 18 de outubro de 2016

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